Quem quiser ter um novo ano a partir de primeiro de janeiro precisa pensar. Precisa deitar na cama e lembrar tudo que fez, e entender como seria melhor, e planejar como será no futuro. Precisa definir o que é e o que quer ser.
Precisa de um mergulho num mar agitado onde ondas levarão com elas as tensões. Olhar para as jovens bonitas em seus biquinis. Brincar com as crianças. Jogar algo com a mulher ou filhos, amigos ou parentes, com água pela cintura. Precisa se ver como parte do todo.
Revoltar-se com o que é errado. Em caso de conformismo exagerado, escutar um velho disco dos Titãs. Xingar políticos corruptos, senhoras reacionárias, religiosos inescrupulosos. Sentir aquele ódio bom, ódio de desaprovação, ódio irriquieto, ódio que nos faz lutar por mudanças. Precisa entender que tudo que é, é por sua causa também.
Amar muito, sentir muito. Sentir o respeito dos amigos, o amor da família, o abraço da mulher amada, o orgulho de si mesmo. Sentir-se forte e confiante. Mas também sentir-se amparado, em companhia de todos que lhe são caros. Precisa se sentir humano.
Definir, ver, entender, sentir. Conciliar racional com irracional. Somos animais humanos buscando esperança num novo ano. Que seja um ano de luz, no qual esperança e realidade se fundam numa única energia: a energia construtora de um mundo novo. Num novo ano.
Marcos A. F. Borges
29/12/95
Nenhum comentário:
Postar um comentário